1 de setembro de 2009
Dunas de Ica
27 de agosto de 2009
Colca Canion
Começamos baixando o canion sentido a um oásis que existe no vale. É uma estrutura muito legal com piscinas, local para acampar e até quartos. Três horas baixando e dormimos por lá. Nossa intençao inicial era ir até Madrigal que, pelo mapa, parecia nao ser tao longe. No outro dia pela manha perguntamos ao funcionário do oásis quanto tempo levariamos até Madriagal. A reposta foi decepcionante: 2 dias. Nao havia caminho pelo canion teriamos que subir ate uma montanha chamada Bomboya de 5000m para conseguir chegar a Madrigal. Mudança de planos: decidimos ir até San Juan, passando por Tapay, e no outro dia subir novamente para Cabanaconde. Essa é a trilha mais comum da regiao, mas normalmente se faz no sentido contrario. Chegamos em Tapay, um povoado muito antigo e amistoso. Com muitas terraças e atividade agrícola intensa. Para San Juan seriam aprenas 30 minutos e resolvemos dormir em Tapay. Encontramos uma hospedagem familiar, simples, mas suficiente para passarmos a noite. Ao conversar com a familia perguntamos sobre a trilha de Madrigal. Informaçoes daqui e dali e resolvemos retomar a ideia original: ir até Madrigal. Seriam 12 horas caminhando, segundo eles em uma trilha bem marcada e uma paisagem muito bonita. Essa é uma parte mais isolada e nao encontraríamos nenhum povoado até Madrigal.
Saimos bem cedo, 5 da manha, sem saber bem ao certo o que nos esperava. Começamos a subir, subir, nos perdemos um pouco, achamos o caminho e voltamos a subir e subir. Chegamos a bifurcaçao que nos haviam informado e pensamos que a subida estava por terminar. Triste engano, estava apenas começando... Era subida que nao acabava mais. Subimos 2000m e chegamos apenas na metade do caminho, no horário que deveríamos, na verdade, estar chegando em Madrigal. Estavamos a 5000m de altitude e faltava muito pela frente. Sorte que nos preparamos para o pior, tinhamos tudo para acampar, comida e principalmente água. Ufa!! Baixamos o máximo que conseguimos para nos proteger do vento e acampamos no maior frio. Outro dia e ânimo revigorado para terminar a enrascada que haviamos nos metido. Durou pouco, pois log
o descobrimos que estamos novamente no caminho errado. No dia anterior ao baixar para encontrar local para acampar nos desviamos do caminho. Mais subida para tentar achar o caminho novamente e digo que nao é nada fácil caminhar ao 5000m de altitude. Duas horas depois entavamos de volta a trilha e felizes por nao ter mais que subir. Realmente a paisagem deste lugar é espetacular. Caminhamos em nível por uma hora e meia. Vimos muitos passáros, cervos, montanhas e dois condores. Indiscritível. Começamos enfim a descer e podiamos ver ao longe Madrigal e logo abaixo um empresa que parecia uma mineradora. Fomos direto em direçao a empresa. Mais uma vez nos perdemos, mas agora podiamos ver a civilizaçao e seguir uma direçao nem que fosse "quebrando mato". Bom, este epsódio foi tr
iste, pois estavamos exastos e com muita vontade de chegar. Vimos uma trilha abaixo e na tentativa de seguir esta direçao eu tropecei e cai com minha mao em cima de um cactus. Tinham mais ou menos uns 30 espinhos na minha mao e ante-braço, além do proprio cactus dividido em vários pedaços de mais ou menos 10cm cada. Sem comentarios. Meia hora para se recuperar e de volta a longa descida. Finalmente chegamos a empresa mineradora...abandonada!! Encontarmos uns dois porteros que foram muito gentis e conseguimos uma carona para Madrigal com uns "muchachos" que cortavam árvores por lá. Um carro caindo aos pedaços, mas sem perigo pois nao passava dos 40km/h. Conversando com o motorista combinamos dele nos taxiar ate Chivay de onde tentariamos pegar o onibus para Arequipa. Chegamos em Chivay já eram 20:00h. Exauridos, loucos por banho e conforto, e o Rurik começando com uma infecçao intestinal. Nao conseguimos onibus neste dia para Arequipa e ficamos em Chivay. Fomos no outro dia pela manha. E finalmente Arequipa!!!
24 de agosto de 2009
Lago Titicaca
12 de agosto de 2009
Downhill Coroico
No centro da cidade se encontram as principais operadoras de turismo e as opçoes para se divertir sao muitas.
Desta vez escolhi uma descida de bicicleta pela chamada "Estrada da Morte". A Laura optou por descansar esse dia pois ela nao gosta de downhill e o Huayna Potosi exigiu bastante da gente.

Postado por: Rurik
11 de agosto de 2009
Espetacular Cordilheira Real
Começamos nossa jornada de 5 dias em pleno feriado por aqui. Como já disse em outra postagem dia 6 de Agosto é dia da independência da Bolivia. Pegamos o maior transito para sair de La Paz. Todos iam para Copacabana que teve 2 dias de festa em comemoraçao. Enfim, saída de feriado é sempre assim. Chegamos entao a Tuni, um pequeno povoado perto da montanha Condoriri, e início de nossa caminhada. Lá também organizamos as mulas que iriam nos acompanhar e aliviar o nosso peso durante o caminho. Este dia fomos até o campo base do Condoriri e lá acampamos. É um lugar lindo. Uma lagoa verde escura e rodeadas de varias montanhas nevadas, um parque de diversao para quem gosta de subir montanhas.
Bom, fizemos nossa ascençao em 2 dias. Primeiro dia subimos até o campo alto. Chegamos cedo e fomos fazer um pouco de prática para eu aprender a andar com crampons e algumas outras dicas de como andar no gelo. Matamos o resto do tempo jogando cartas. E no outro dia à 1:00 da madrugada acordamos para começar a subir. Estava um noite linda, por sorte o tempo estava ótimo. Uma lua cheia e um céu estrelado. Nem foi preciso lanterna pois a luz da lua refletia na neve e deixava tudo suficientemente claro. Subimos, subimos e subimos e quanto mais alto mais difícil e depois de 6 horas finalmente chegamos ao cume. Foi uma experiencia maravilhosa. Mas também muito dura. A descida foi também bem cansativa, mais 4 horas. Por fim chegamos ao campo base e de volta à La Paz. Cansados, loucos por um bom banho, mas felizes com a conquista.
4 de agosto de 2009
7 dias em Lipez
Nossos pernoites foram em povoados minúsculos, refúgio de montanha e hotel de sal (o único pernoite com banho).
O lugar é muito impressionante. Praticamente não há vegetaçao, apenas pedras.
Os desertos são enormes. Os vulcões são altos (entre 5.500m e 6.000m). As aguas calientes (de 33 graus) contrastam com o vento muito frio (abaixo de zero). As múmias estão intactas com seus materiais de caça e utensílios domésticos. E o melhor, não estão dentro de redomas de vidro como nos museus tradicionais, elas estão em cavernas e tocas como sempre viveram, realçando a originalidade. As lagoas são coloridas, cada uma de uma cor devido aos minerais provenientes dos vulcões (amarela, verde, vermelha, branca, etc). Mas o que mais nos impressionou foram os povoados. Eles retiram do nada, tudo o que necessitam para sobreviver. E o melhor, vivem felizes. Sempre sorrindo, ou então se escondendo de nós. Sua vida é baseada na escassa agricultura de quinua e criacao de lhamas e ovelhas. Sua língua principal é o quechua, e raramente falam espanhol.
Nós também subimos o vulcão Licancabur, com seus 5.960m de altitude. Uma pernada puxada de 8h. Valeu pela aclimataçao, superaçao e visão lá de cima.
Por fim, conhecemos o deserto de sal do Uyuni. Uma enorme mancha branca possível ver do espaço e com ate 40 metros de profundidade. É uma planície branca que se leva cerca de 3h para se atravessar. Há até uma ilha no meio desse enorme deserto, a Isla del Pescado. Ela esta coberta por um tipo de cactus com mais de 12 metros de altura e alguns beirando seus mil anos.
Enfim, a região oferece muita coisa para se conhecer e com relativo conforto.
Essa trip vale a pena conhecer.
1. Não fechar passeios de 4 dias como a maioria faz, pois os dias ficam muito corridos e não se conhece tudo. Vale gastar pelo menos 6 dias.
2. A agencia de Tupiza Grano d' Oro é nota 10. Os donos são muito responsáveis e atenciosos, é certeza de satisfacao no final do passeio.
3. No verao o acesso ao salar fica restrito devido a chuva, a melhor época é o inverno.
E agora, que venha a Cordilheira Real!
Postado por: Rurik