23 de julho de 2009

As Minas de Potosi

Cada hora uma surpresa nova. A Bolivia nos surpreende todos os dias. A viagem de Sucre a Potosi, que deveria levar nada mais de 3 horas, levou 8. No meio do caminho havia uma barreira bloqueando ambos os sentidos. Foi organizado pelo sindicato dos transportadores. Mas tudo bem, pelo menos esse onibus nao tinha banheiro (para ficar exalando essencial animal).
Chegamos a marca de 4000m, Potosi é uma cidade linda no meio do altiplano que foi tombada como Patrimonio da Humanidade. Ela já foi a cidade mais explorada das Américas devido a um morro cheio de minerio (prata, zinco, etc), o Cerro Rico.
Aqui tem muita coisa interessante, como a casa da moeda que mantém todo o maquinário usado para cunhar as moedas da época. As igrejas também sao pontos muito imponentes na cidade.
No auge da exploracao, a cidade chegou a ter uma populaçao maior que Paris e Londres, por isso, passou por uma re-urbanizacao afastando do centro os indigenas e criando um tipo de racismo entre decendentes de espanhois e nativos que dura até hoje.

As ruas daqui se parecem com as de Ouro Preto, históricas e cheias de ladeiras. O frio tambem é marca registrada. Já o clima é muito seco. Os restaurantes e pubs ficam sempre cheios de turistas. Até o momento, essa é a cidade mais turística da Bolívia.

Mas o que importa aqui sao as minas do Cerro Rico. No auge, chegou a suprir mais de 50% da demanda mundial de prata. Desde o início da exploraçao, matou entre 6 a 8 milhoes de mineiros, sua grande maioria escravos indigenas.
Hoje varias minas nesse cerro continuam a extrair prata e zinco. Cada mineiro tira hoje cerca de 30 reais/dia e trabalham de forma desumana. Sua expectativa de vida é de 40 a 50 anos quando morrem de silicose (pulmao de metal).

Resolvemos entao conhecer por dentro dessas minas, e depois de 2 horas serpenteando pelas galerias que mais pareciam labirintos, ficamos perplexos com tanta barbaridade. Seguem os absurdos:
1. Alcool 96%: os mineiros bebem alcool ZULU de 96% de pureza. E isso nós vimos com nossos próprios olhos. Eles bebem essa "cachaça" dentro das minas, numa galeria onde se encontra um diabo chamado de Deus. Eles acreditam que o fato da bebida ser quase pura (ou seja 100% alcool) va lhe trazer minérios também puros.
2. Dinamite: aqui a venda de dinamite é liberada. Alias, nao só dinamite, mas tambem nitrato de amonia usado para potencializar a dinamite. Cada um compra quanto quer e tambem aplica onde bem entender. Nos mesmos ouvimos, de dentro da mina, 2 explosoes. Afemaria! isso é muito pior que caverna.
3. Elementos tóxicos: a mina é infestada por elementos tóxicos. Vimos um mineral (usado para fazer talco) que quando em contato com agua se torna ácido. Vimos várias poças desse ácido vermelho no chao. No teto se encontram formaçoes parecidas com palha de aco que quando absorvidas, reagem no pulmao e causam silicose. Um show de horror.
4. Taxa de mortalidade: a polícia informou que no ano passado, 80 mineiros morreram. Ou seja, é mais de 1 morte por semana. Acho que o Cerro Rico deveria se chamar Roleta Russa.
Nosso próximo destino é Tupiza. O ponto mais sul de nossa viagem. De lá faremos um tour pelo Salar do Uyuni e deserto do Atacama.
Postado por: Rurik

Sucre

Foi em Sucre, 6 de Agosto de 1825, que a Bolívia se tornou independente. Por isso, Sucre é considerada a capital constitucional e histórica da Bolívia. É também considerada patrimonio cultural da humanidade pela Unesco desde 1991. Com arquitetura colonial, muitas igrejas, ruas de pedra e edificaçoes bem antigas Sucre nos agradou bastante.

Mas, chegar lá foi bem cansativo. Saimos de Santa Cruz de ônibus e levamos 17 horas para chegar a Sucre. Uma estrada que tinha pouca pavimentaçao; muitas curvas, pois estavamos subindo; e um cheiro de urina insuportável que vinha do banheiro do ônibus quase a viagem inteira. Posso dizer que nao dormimos. O mais hilario da viagem aconteceu lá pelas 5 da manha. Eu estava morrendo de vontade de ir ao banheiro e nenhuma vontade de encarar o "fedozao" lá de trás. Até que, por sorte, o ônibus parou e o motorista disse: "paramos por el baño". Ao sair lá fora estavamos parados no acostamento no meio do nada. Homens e mulheres fazendo xixi alí mesmo. Comecei a dar muitas risada e achei um cantinho para aliviar minha vontade. E também descobri porque as Cholas sempre usam saias.


A cidade de Sucre vale pela arquitetura e pela história. É muito gostoso caminhar pelo centro e observar as pessoas caracteristicas do local. Existe bastante coisa voltada para o turismo como restaurantes e agencias que oferecem passeios pela regiao. Aproveitamos nosso primeiro dia em Sucre para nos aclimatar uma pouco. Sucre fica a 2800m de altitude. Bem alto para quem vem de baixo e o clima seco nao ajuda em nada a respirar. No primeiro dia qualquer ladeirinha nos fazia ficar bem ofegantes.

Um dos passeios mais turisticos da regiao acontece em uma cidade próxima a Sucre chamada Tarabuco. Todo Domingo há um mercado de rua tradicional. É bem grande e se vende de tudo: roupas e acessórios, frutas e verduras, comida, instrumentos musicais. Bem interessante e cheio de turistas e bolivianos. Legal para passear, conhecer os costumes e tirar fotos. Alias este é outro comêrcio dos bolivianos. Nao vai pensando que se pode tirar foto assim de graça, tem que pagar sem exceçao e em todos os lugares que fomos. Já gastamos alguns bolivianos para o Rurik poder tirar fotos e também tempo discutindo se é correto. Enfim, se quiserem podem postar comentarios com opnioes.


Outro atrativo da regiao sao as caminhadas perto da cordilheira dos Frailes. Fizemos nossa primeira trilha por lá. A ideia era somente aclimatar, nao tinhamos grandes expectativas, mas nos surpreendemos com a beleza do lugar. Fechamos um pacote com uma agência de Sucre e fomos em 3 casais (nós, 2 holandeses e 2 belgas). O início nao posso dizer que foi dos melhores. Saímos de um terminal para pegar um transporte para Potolo. Como o ônibus estava lotado tivemos que ir de caminhao. Uma loucura. Me senti como aqueles bois que sao transportados em caminhao. Nao parava de entrar gente e se espremer. A galera comendo pollo frito (só para variar) com as maos, dando de mamar para os filhos, carregando o caminhao com farinha e outras coisas por cima da cabeça do pessoal. Se nos ficamos impressionados vocês precisavam ver a cara dos europeus. Resumo: fiquei tao espremida que tive que subir um uma madeira poder sentar, o Rurik ficou em pé com uma chola sentada em um pé e uma criança dormindo no outro por 1 hora até nosso destino.

Começamos a trilha por um antigo caminho inca descendo a cordilheira dos Frailes. Esta era uma rota pré-hispanica que os incas usaram para se refugiar da invasao espanhola. Dizem que os espanhoes acreditavam que ninguem vivia depois desta cordilheira o que permitiu que os contumes da regiao fossem preservados. Conforme iamos descendo pelo vale viamos casas rudimentares e esparsas que formavam pequenas vilas. Pessoas vivendo complemente isoladas e com costumes bem antigos. Andamos por mais ou menos 6 horas este dia. Muitas paisagens bonitas e colinas coloridas de verde, vermelho e amarelo até chegar na cratera de Maragua. Esta cratera é uma formaçao geologica única que parece ter sido formada pela queda de um meteoro. No meio desta formaçao se encontra uma vila com escola e um pequeno posto de saúde onde vivem cerca de 200 familias. Jantamos muito bem (tudo feito pelo pessoal da vila) e dorminos em uma cabana construida para turistas sem energia eletrica, mas muito confortavel, com bastante cobertor, a 3200m de altitude. A cabana é organizada por uma ONG e todo dinheiro e revertido para melhoria da comunidade.


No outro dia fomos em direçao as pegadas dos dinossauros fossilizadas. Muito interessante. Elas datam de cerca de 60.000.000 anos (fim do período cretácio - pouco antes da extinçao dos dinossauros). Alias essa regiao é um sitio arquelogico bem grande onde se encontram pegadas, conchas, e ate um tiranossauro fossilizado. Mas, nao parece que as autoridades se preocupam muito com o estudo deste lugar. Somente uma vez um arqueologo estrageiro estudou a regiao e resgistrou o que havia por lá. O mais triste é ver as crianças vendendo as conchas de caracois fossilizadas ao turistas.


Terminamos nossa jornada com um carro da agencia que nos regatou (muito melhor!) e chegamos em Sucre para nossa última noite lá. Agora devidamente aclimatados e com a sensaçao que valeu muito a pena.






Postado por: Laura

18 de julho de 2009

Trem da Morte

Depois de muitos anos retornei a cidade onde passei 1/3 da minha vida: Corumbá-MS. A cidade, que faz fronteira com a Bolivia, já teve seu período de glória em funçao do porto no rio Paraguay. Por um bom tempo operou uma linha de trem cabinado muito interessante que atravessava o pantanal até Bauru, mas hoje só opera trem de carga. Enfim, a cidade hoje nao oferece muitos atrativos alem do porto geral e de alguns museus. Nada que 1 dia de passagem resolva a questao.

Mas, é do lado de lá da fronteira que o bicho pega, no povoado de Puerto Quijarro. A mudança é brutal quando se pisa na grande naçao boliviana. A pobreza, a falta de higiene, o mau cheiro e a bagunça reinam nesse lugar. A gripe suina tambem é realidade, pois muita gente está usando máscaras de proteçao (nós também continuamos em alerta).
Logo na largada tivemos que prorrogar nossa viagem devido a uma paralisaçao geral da regiao que suspendeu todos os meios de transporte, o chamado "El Paro".


É de Puerto Quijarro que parte o famoso "Trem da Morte". Sao 21 horas de viagem até Santa Cruz de La Sierra, numa velocidade média de 50km/h e 1 parada a cada 20 minutos.
Na minha opiniao, acho que o nome deveria ser "Trem da Farofa", pois há tanta porcariada sendo vendida e consumida nos vagoes que chega a dar asco: galinha frita
, assados de sei lá o que, empanadas fritas, linguiça no espeto, etc... Parece uma grande feira rolando nos vagoes. Os ambulantes vendem de tudo e servem o rango numa marmita, com direito a molho, vinagrete, garfo e faca. O cheiro é horrível.

E o pior, todo o lixo é jogado pela janela, como se fosse normal. Alias, acho que por aqui isso é normal. Numa das estaçoes vi até um boliviano oferecendo aos passageiros um tucano na gaiola. Tudo isso ao lado dos guardas. É triste ver que o povo possui uma consciência atrasada em relaçao ao meio ambiente.
Outro ponto importante é a atençao na bagagem, pois é comum surrupiarem bolsas e malas. Especialmente na madrugada quando estao todos dormindo. Conosco nada aconteceu, afinal nao conseguimos dormir direito.

Por fim, chegamos inteiros. Foi uma experiência que valeu, mas nao fazemos questao de repetir. Sabíamos de ante-mao que esse trecho seria meio barra pesada, e assim foi. Contudo, a Bolívia tem muita coisa boa para oferecer. Por exemplo o câmbio. O Real vale o triplo do Boliviano, portanto tudo aqui é barato. Além disso, o altiplano boliviano tem muito a nos oferecer: caminhadas, pedaladas, sitios arqueológicos, salares, lagos, montanhas, e muito mais. Pretendemos adentrar essa regiao em breve, provavelmente por Sucre.

Que venha a altitude!



Postado por: Rurik

16 de julho de 2009

Vida Pantaneira

O Pantanal é o lugar com a maior concentraçao de fauna do Brasil, mais que a Amazonia.Todo ano a chuva nos estados de Mato Grosso e Goias inundam a regiao e formam um ecosistema sempre rico em peixes, aves e mamiferos.
Acordar e ver uma arara na porta do quarto, um tucano na arvore e um tuiuiú voando, é normal só no Pantanal.


Por isso resolvemos passar 3 dias numa fazenda (Santa Clara) na Estrada Parque.É a melhor opçao em custo-beneficio. Inclui pescaria, caminhada na mata, jeep pela Estrada Parque, cavalgada, saida noturna de barco e a pé. A comida local é excelente e a hospedagem pode ser em quarto coletivo ou privado. 90% dos clientes sao gringos. Brasileiro por lá é raridade. Também é facil de chegar, pois eles buscam e levam os clientes até o asfalto que liga Campo Grande a Corumbá. Tudo isso por 300 reais.

Resultado, alguns bichos gravados na retina: tamanduá -bandeira, ariranha, bugio, tucano, cardeal, veado mateiro, cotia, mutum, colhereiro, guaximim, raposa, e o principal, o cateto. Esse porco do mato só anda em bando e costuma atacar com facilidade.
De brinde vi o nascimento de um cabrito.

Conversar com o povo de lá também é outra historia que nem cabe aqui. Eles sao muito caracteristicos. Os homens usam sempre uma bainha de couro com faca e seu amolador. Todos dizem que já viram onça, sabem sobreviver sozinho no mato e gostam de um bom churrasco. Por pouco nao pegamos um no domingo.

As duas histórias de ataques que conhecemos é de um rapaz que foi atacado por uma onça pintada enquanto dormia na barraca, e o filho de um peao (da Embrapa) atacado por piranhas. Nenhum deles com final feliz.

Para quem achar que ainda é pouco, pode-se remar da fazenda até o rio Paraguay ou fazer uma expediçao de 5 dias pelo interior da mata pantaneira. Esse sim é esquema bruto.




Resumo:

- onde ficar: hotel fazenda Santa Clara.

- quando: março e abril, no final das cheias.

- como: de ônibus de Campo Grande ou Bonito a Corumbá, descendo no Buraco das Piranhas (5h de viagem).

- nao esquecer de levar: repelente e roupa de banho (tem piscina na fazenda).



Postado por: Rurik

14 de julho de 2009

Muito Bonito!

Bonito - MS está na Serra da Bodoquena perto do Pantanal sul. Não pretendiámos passar por lá, mas quando chegamos no terminal Barra Funda para pegar o ônibus para Campo Grande lembramos que eu tinha que tomar a vacina da febre amarela e esperar 10 dias para entrar na Bolívia. Em Campo Grande ficamos em um Hi Hostel que fica em frente a rodoviária e fechamos quase tudo lá: o passeio para Bonito e para o Pantanal. Um dia em Campo Grande para acertar detalhes que ficaram de São Paulo e embarcamos para o real início de nossa viagem.
Com certeza foi um excelente começo. Bonito é considerado o município brasileiro com a melhor infra-estrutura em ecoturismo e realmente faz jus ao título. Todos os passeios que fizemos foram bem organizados; a estrutura das fazendas, onde estão as atrações, são muito bem feitas e respeitando natureza; mas, tudo tem um preço. Não é um dos passeios mais baratos para se fazer. Além do preço cobrado pelas agências é necessário pagar pelo transporte que te levará às atrações. Os passeios variam de 10 a 530 Reais. Sem extravagâncias gastá-se em média 100 Reais por dia.

Chegamos no meio do dia e um transfer no Hi Hostel nos pegou na rodoviária. Fechamos os passeios e fomos ao Balneário Municipal de Bonito. Alugamos 2 bikes bem "podreiras" no hostel para chegar ao balneário e andamos por uma ciclovia. Logo, nos integramos ao clima pantaneiro ao cruzar com uma comitiva que levava 1000 cabeças de bois jovens para Jardim - cidade perto de Bonito. É um passeio muito legal e barato. Tem alguns bons restaurantes lá dentro, pode-se alugar um snorkel para fazer flutuação em parte do rio que cruza o balneário e apreciar a incrível água cristalina que existe em Bonito.

No outro dia fomos ao Rio da Prata para fazer uma flutuação. Desta vez mais longa e mais bela. A impressão é a de nadar em uma imenso aquário com muitos peixes. Inexplicável e muito bonito! E no final do passeio fomos premiados ao ver uma onça parda correndo. A guia que a 15 anos trabalha em Bonito nunca havia visto uma. Ficamos todos empolgados e nos gabando da coincidência,




No último dia pela manhã fomos à turística Gruta do Lago Azul. Impressionante a tonalidade da água. À tarde fizemos um circuito de cachoeiras do Rio Mimosa e almoçamos uma deliciosa comida típica da fazenda.




Dicas:
-Reserve os passeios antes de ir (veja passeios: http://www.portalbonito.com.br/). Os preços são fixos e não tem negociação.
-Ficar no Hi Hostel oferece uma excelente opção de pousada. É possível ficar em quartos privativos por 50 Reais o casal. E ainda fica mais fácil arrumar pessoas pra dividir o valor do transporte, pois o hostel tem bastante movimento.
- O passeio que mais impressiona é a flutuação e dizem que o Rio da Prata é o mais legal.
- O Balneário Municipal é um passeio com excelente custo/benefício. É legal ir para almoçar e talvez experimentar a carne de jacaré típica da região.






Postado por: Laura

9 de julho de 2009

Icem as ancoras: Vamos partir!

Idealizamos esta viagem a algum tempo. Quando imaginávamos a transição de vida Brasil-Canada surgiu a ideia de tirarmos 3 meses de férias. Passada a empolgação desistimos dessa "ideia maluca". Até que conhecemos uma alemã que fazia isso todo ano. A ideia então nos pareceu tão simples que enfim colocamos em prática e cá estamos com o pé na estrada.
Obviamente, colocar em prática não é tão fácil quanto imaginar, ainda mais quando se tem uma grande mudança pela frente. Desfazer de todas as nossas coisas não foi nada fácil: - E como acumulamos coisas. Mas, por incrível que pareça, nos desfazer de nossas coisas não foi o que mais nos abalou. O desapego é questão de prática. As primeiras coisas que vão embora até dá certa "dor no coração", mas depois o que nós mais queríamos era ver tudo aquilo ir embora. O que ficou desse processo foi: nunca mais vamos juntar tantas coisas desnecessárias.


Esse blog surgiu para colocar nossos parentes e amigos a par de nossas aventuras pela América do Sul e também com o objetivo informativo caso alguém queira uma dia visitar algum dos lugares pelos quais pretendemos passar.
Depois de alguns ajustes no roteiro devido a gripe H1N1 resolvemos iniciar nossa viagem pelo Pantanal para assim entrar na Bolívia. Passaremos pelo sul, oeste e noroeste da Bolívia, respectivamente: Tupiza, Salar do Uyuni e La Paz. Norte do Chile no Atacama. No Peru passaremos pelo sul em Arequipa, por Lima e noroeste em Huaras (Cordilheira Blanca). Se der tempo passaremos pelo Equador. Terminaremos novamente no Peru na famosa trilha Inca - Machu Picchu.
Serão 3 meses, um apertado orçamento de U$120 por dia e muita disposição para enfrentar as mais diferentes situações.
Nossa aventura começou. Nossa próxima postagem será sobre o Pantanal. Até lá.


Postado por: Laura