23 de setembro de 2009

Baños e Cuenca

Baños, no Equador, é uma pequena cidade turística localizada na encosta de um vulcão ativo, o Tungurahua (5040m). A cidade é um dos principais destinos turísticos do país pelas suas piscinas de água quente proveniente do interior do vulcão. Mas as atrações não param por aí. A natureza verde ao redor oferece muitas outras opções de diversão. Caminhadas, cavalgadas, pedaladas, quadriciclos, cascatas, swing jump (pêndulo numa corda conectada a uma ponte) e escalada servem os amantes da natureza. Nós escolhemos o mini-bug para conhecer a estrada das cachoeiras. Em quase 4 horas de diversão, conhecemos boa parte do vale repleto de cascatas. E a noite relaxamos numa das piscinas de água quente.
Essa cidade é destino certo para quem viaja para o Equador, pois além de estar próxima da capital Quito, liga a região serrana à região amazônica. Aliás, a Amazônia equatoriana é um lugar com muitos destinos interessantes que gostaríamos de conhecer, porém não temos mais tanto tempo disponível. Temos que seguir viagem em direção Sul, rumo ao Peru novamente.

Após 8 horas de interminável viagem num ônibus precário, chegamos a nosso último destino equatoriano, a cidade de Cuenca. Cuenca é uma belíssima cidade com estilo colonial. Muito bem cuidada, limpa, segura e culturalmente ativa. Logo que chegamos assistimos um festival de danças tradicionais na praça principal. De graça e muito animada. E no dia seguinte presenciamos uma multidão se enfileirando na entrada do estádio municipal para assistir o show de um guitarrista porto-riquenho. A cidade transpira cultura.

Muitos acreditam que Cuenca é a cidade natal dos chapéus Panamá, mas isso não é verdade. Apesar de haver muita propaganda nesse sentido, a cidade natal dos chapéus Panamá é a pequena Montecristi (por onde passamos antes de chegar a Quito). Não encontrei nenhum chapéu super-fino em Cuenca como encontrei em Montecristi. Mesmo assim, vale a pena conhecer o museu e os workshops dos tradicionais chapéus. Encontramos aqui muito mais informações sobre esses chapéus de toquilha. Pelo menos a cidade sabe valorizar essa tradição equatoriana.

Por ser um dos maiores exportadores de rosas do mundo, o Equador se destaca pela beleza das suas flores. Todo o domingo a feira das flores colorem uma das praças do centro. Em geral as rosas do Equador são maiores e há de todas as cores. De tantas rosas disponíveis, as moças equatorianas preferem receber flores de girasol. Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.

Ao redor de Cuenca há ainda algumas opções arqueológicas, como Ingapirca, o maior legado Inca do Equador. E também o parque nacional de Cajas, boa opção para caminhadas e passeios ecológicos. Enfim, Cuenca é uma cidade que atende bem todo o tipo de turista.

A partir daqui, nosso objetivo é finalizar nossa jornada em Cusco, com a tradicional Trilha Inca. Que venham as ruínas!

Postado por: Rurik

Metade do Mundo

Chegamos a linha do Equador e ponto mais Norte de nossa viagem. Saímos de Puerto Lopez com destino a Quito. E no meio do caminho fizemos uma parada em Montecristi, uma cidadezinha perto de Manta.são fabricados desde muito tempo o conhecido chapéu Panamá. Famoso, pois personalidades de todo mundo aderiram a moda desse chapéu, principalmente antes de Segunda Guerra. Esse chapéu é feito de palha de toquilla, que é tratada em um processo artesanal e tecida a mão em uma trama fechada em diversos formatos e qualidade. Imaginávamos encontrar as pessoas fazendo o chapéu na frente de suas casas, mas não foi bem assim. Haviam poucos lugares onde encontramos o chapéu. Eles são feitos no campo e depois levados por terminar para as lojas na cidade. O foco, sem dúvida é a exportação para Estados Unidos e Europa. Se encontra o chapéu de diferentes tramas, os semi-finos, finos e super-finos, que nem parecem feitos a mão de tão fechada e fina a trama. Levam meses para serem feitos e custam até U$600. Obviamente não compramos os super-finos, nem os finos. Achamos os semi-finos de bom tamanho e preço.

Depois disso de volta para os Andes. Quito é a capital do Equador. Cidade muito animada e parte importante da história dos Andes. Para entender um pouco mais dessa história vale uma visita ao museu do Banco Central. Muito bem organizado o museu exemplifica todas as civilizações que viveram no Equador desde a idade da pedra até a dominação espanhola. Mostra artefatos e através de maquetes fica fácil visualizar como essas civilizações viveram.

Outro lugar que vale conhecer é o centro histórico de Quito. Um dos pontos mais turísticos da cidade e considerado património da humanidade, logicamente com muitas igrejas, edifícios em estilo colonial e restaurantes.
Sem dúvida Quito é a cidade mais animada que passamos até agora. No final de semana todos vão para os bares, restaurantes e baladas. As ruas ficam cheias de gente de todos os tipos. E lógico que aproveitamos algumas baladinhas por lá.








Visitamos também na região a cidade de Otovalo, cidadezinha ao norte de Quito onde todos os Sábados acontece a maior feira de artesanatos da América Latina. A feira é realmente bem grande e também turística. Tenho que confessar ver as "artesanias" daqui já não nos causa mais impacto. Desde a Bolívia, são quase sempre as mesmas coisas em todos os mercados que passamos. Bom, desta vez pudemos comprar algumas coisas, pois antes teríamos que carregar por muito tempo. Agora o fim da viagem se aproxima.

Em Quito fechamos um tour pelo parque do Cotopaxi para os próximos 2 dias que viriam. A região central e sul do Equador é conhecida como corredor dos vulcões e o Cotopaxi e parte disso. Com um Jeep entramos no parque até um estacionamento de onde fizemos a ascensão ate o refúgio do Cotopaxi e dalí caminhamos um pouco mais para cima para ver um glaciar de pertinho que fica a 5000m. De lá descemos de bike até uma lagoa ao pé da montanha. Este passeio é o mais procurado da região e é muito gostoso e tranquilo. Dormimos em um hotel fazenda muito bom perto da entrada do parque. Sem duvida o melhor lugar que ficamos até agora. No hotel havia até uma sala com banheira de hidromassagem e um excelente restaurante. A casa pertenceu ao militar Simón Bolívar que lutou pela independência da América frente ao governo espanhol e está muito bem conservda.




No outro dia o plano era subir até o Ilinizias um vulcão com cerca de 5000m de altitude. Uma caminhada usada para os que querem se aclimatar para subir o Cotopaxi e com uma vista privilegiada. Mas, o Rurik teve que ir foi sozinho. Acordei com mais uma das indisposições intestinais típicas dessa região e tive que ficar no hotel. A caminhada parece bem legal e não é difícil embora seja uma montanha alta. Enfim vi somente por fotos. Sorte minha que no hotel tinha internet.





Nosso rumo segue ao sul. Próxima parada será Baños.


Postado por: Laura

17 de setembro de 2009

Litoral Equatoriano

Depois de muita dúvida sobre ir ou nao ir para o Equador decidimos por fim enfrentar algumas horas de estrada para conhecer o que conseguissemos nos dias que nos restam de nossa viagem. Cansados de montanhas e frio nosso primeiro destino certamente foi o litoral.

Viajamos quase direto de Huaraz no Perú para Guayaquil no Equador. Com duas paradas: Trujillo e Piura para trocar de ônibus, totalizando 30 horas de viagem. Nem acreditamos quando finalmente chegamos em Guayaquil, um terminal enorme e mais parecia um shopping center, muito arrumado. Tomamos um café da manha e de novo aos guiches para saber que horas sairia o ônibus para Salinas, nosso primeiro destino litorâneo e também o primeiro descanso. Somente mais 1 hora e meia de viagem e lá estavamos, um pouco decepcionados para ser sincera. Salinas é para "los Guayquileños" o que Guarujá é para os Paulistas. Mas devo confessar que até o Guarujá é mais bonito. Aqui também nessa época do ano é sempre nublado, mas isso nós já sabíamos. Salinas também é famosa pela cevichelandia. Ceviche é típico por aqui também. No Perú eles servem com batata doce e milho. Aqui com patacones, que é banada verde e frita. Muito bom também! (obs: a foto acima nao é uma ceviche e sim uma deliciosa mariscada).







No outro dia direto para Montañita, que é um pouco mais ao norte de Salinas. Aí sim posso dizer que começamos a entrar no clima praia que tanto queríamos. A praia é muito mais bonita e agradável. Montañita é um povoadinho bem turistico, destino principalmente dos que gostam de surfar. É um lugar cheio de estilo, com boas pousadas, artesato, turistas, hippies e barzinhos. Para quem nao surfa, como nos, pode-se comer ceviche, beber cerveja, dar uma volta na praia, conhecer o pessoal da regiao.


Descanço e mais descanso. Embarcamos entao para Puerto López. Também na mesma regiao e nao muito longe de Montañita. Puerto López é a cidadezinha mais próxima do parque Machalilla. Esse parque é o único parque litorâneo do Equador e guarda um pouco do que foi um dia o ecossistema do litoral tropical do pacífico. A cidade nao é tao legal quanto Montañita, mas também é bem agradável. Daqui sempre saem passeios para o parque e nessa época do ano para ver as baleias humpback. As mesmas que vimos em Pisco no Peru. Mas, aqui elas chegam aos montes, os biológos contam por volta de 4000 baleias que permanecem de Julho a Setembro no litoral equatoriano para se reproduzir e criar seus filhotes antes de voltar para a Antártida. Fechamos o passeio e incluía também uma visita a "Isla de la Plata" e um mergulho de superfície perto da Ilha. Tudo muito lindo até o barco zarpar. Nao sei se foi o mar que estava um pouco batido ou eu que nao estava bem do estômago, mas deixei até as tripas naquele mar. Tudo valeu a pena. Na ida para ilha vimos quatro baleias: a mae com dois bebês e um macho que estava cortejando a fêmea. Quando o macho quer cortejar ele salta da água e faz várias manobras para mostrar que é forte e tem disposiçao (qualquer semelhança e mera coincidência!). Vimos ele pular e fazer toda graça. Muito bonito e emocionante.

Chegamos a Ilha, para minha sorte, e caminhamos um pouquinho para conhecer as aves da regiao. A mata nesta epoca do ano é bem seca. Eles chamam de floresta seca. É como se ela estivesse hibernando nessa época do ano. Quando começam as chuvas, daqui um mês fica tudo verde novamente. Um dado triste: 95% da floresta seca do pacífico já foi destruída.

Depois fizemos o mergulho que também foi incrível. Muitos, muitos peixes, de todos os tamanhos, formatos e cores. Pena nao ter fotos! Depois de volta ao barco, para infelicidade de meu estômago. Nem acreditei quando pisei em terra firme novamente. No meio dessa noite acordamos com a terra tremendo em Puerto Lopez. Dizem ser comum por aqui esse tipo de pequenos tremores, mas é um pouco assustador acordar com tudo tremendo e ver os quadros também balançando.

Conhecemos também nesta regiao a famosa praia de los Frailes, ela também fica dentro do parque, apenas 10 minutos de Puerto López. Pode-se pegar um taxi ou mesmo um coletivo para a entrada. De lá existe um pequeno circuito para algumas prainhas e um mirador, além da famosa praia que realmente é muito bonita. Tivemos muita sorte, pois conseguimos pegar um pouco de sol, eu até entrei no mar. Dia maravilhoso e bem tranquilo.

Agora devidamente descansados e cheios de novas paisagens na cabeça nossa próxima parada será a capital do Equador, Quito.


Postado por: Laura

Cordilheira Huayhuash

Nosso rumo segue a norte. Resolvemos ficar um dia em Lima para procurar uma nova maquina fotografica, pois ainda temos 1 mes de viagem pela frente. Nao gastei muito tempo e logo encontrei o "stand center" peruano. Comprei a mesma máquina com uma lente um pouco mais barata que a antiga. Pechinchei, pechinchei e fechei negocio com o chines. Maquina nova, animo novo, tudo pronto e vamos pra frente. Ficamos num albergue no famoso bairro de Miraflores. Lugar de primeiro mundo, tudo organizado, arborizado, policiado, etc, etc. No albergue, o dono ainda resolveu assar uma carne. Beleza, já estava até esquecendo oque era isso. No fim das contas Lima acabou me surpreendendo, é uma cidade que merece sim uns dias de passeio.

Mas o objetivo estava mais ao norte, a cidade de Huaraz com suas enormes cordilheiras. Seguimos mais 10h de viagem e chegamos na pequena cidade. Esse é um lugar que todos aqueles que gostam de montanhas precisam conhecer. O lugar é cercado por tres cordilheiras , a cordilheira Blanca, Negra e a Huayhuash, e por isso serve de base para escaladores e andarilhos. Este lugar possui a maior densidade de picos superiores a 6000m da America. Sao mais de 40 picos em apenas 200km de extensao. Inclusive a montanha mais bonita do mundo está lá, o Alpamayo, uma piramide muito dificil de se escalar e que é exibida no início dos filmes da Paramount Pictures. Há tambem muitos sitios arqueológicos ao redor.

muitas caminhadas na regiao, de 1 a 15 dias. Optamos pelo contorno na cordilheira Huayhuash, uma caminhada de 8 dias e considerada uma das mais bonitas do mundo. O caminho passa por vales enormes, passos superiores a 5000m, lagoas coloridas, povoados isolados e muitas montanhas a vista. Enfim, uma trilha clássica. Porem dessa vez fizemos questao de contratar servicos de uma agencia, afinal 8 dias é muita coisa para se fazer sozinhos. Nosso grupo foi composto de 2 americanos, o guia e cozinheiro Orlando, o arrieiro Tito, nós, 4 burros para carga e 1 cavalo de emergencia caso alguém precisasse. Caminhamos uma média de 7h todos os dias, porém sem muita carga nas costas. Mas o maior conforto é ter um cozinheiro a disposicao. Todos os dias contamos com um café da manha, um snack para a trilha, e uma janta caprichada (com entrada, principal, sobremesa e cha pra finalizar). Encontramos outros grupos na trilha, inclusive um de brasileiros. E por coincidencia, um colega do Adventure Camp (o Miltinho) estava lá. Eta mundinho pequeno.


No meio da trilha tivemos o prazer de ver a enorme Siula Grande, a montanha que foi palco do acidente com dois escaladores ingleses e que virou o livro e filme Tocando o Vazio ("Touching the Void"). Do alto do passo Santo Antonio foi possível ver o caminho que um dos escaladores teve que percorrer por dias, ferido e sozinho para retornar ao acampamento base. Incrivel! Alem disso, vimos varios condores. Alguns deles passaram bem proximos a nos. Muito bonito. Tambem ouvimos muitas estorias acerca dessa regiao. Algumas envolvendo o antigo grupo maoista Sendero Luminoso e o MRTA (Movimento Revolucionario Tupac Amaro). Esses grupos atuaram na regiao e deixaram sua marca de sangue. Alem disso, ouvimos alguns recentes casos de roubo e assalto nos acampamentos. Por isso acho importante contar com pelo menos um arrieiro local nas trilhas por essa regiao. Mas a beleza dessa trilha compensa os riscos. Ate o momento esta é a trilha mais bonita que ja fiz.








Algumas dicas do lugar:
1. As trilhas da regiao necessitam aclimatacao. Vimos alguns turistas com problemas porque iniciaram a trilha logo que desceram do aviao.

2. Levar dinheiro trocado para pagar taxas que beneficiam comunidades locais, pois sao obrigatorias.

3. Contratamos e recomendamos a agencia Galaxia para esta trip. Algumas outras agencias oferecem o servico por um preco mais em conta, porem com um nivel de qualidade duvidoso.
Postado por: Rurik

1 de setembro de 2009

Baleias na Ilha Ballestas

Eu vi uma baleia!
Bichao enorme, era uma Humpback, maior que o nosso barco. De Junho a Setembro é o período em que essas baleias provenientes da Antartida se reproduzem em águas mais quentes do Pacífico. Aqui nas Ilhas Ballestas a vida é plena. Muitos pelicanos, leoes marinhos, golfinhos, pinguins, e muitas outras especies de aves. O lugar impressiona pela quantidade de pássaros. Sao tantas aves que a chance de se levar um guano, ou cagada, na cabeca é muito alta. Aliás esse guano que é abundante na ilha já foi muito visado no passado como fertilizante, agora o lugar esta preservado pela reserva natural de Paracas. Vale a pena conhecer.

Já a cidade de Pisco é uma tristeza. Há dois anos um terremoto de 7.8 graus atingiu a cidade. O epicentro do terremoto foi justamente Pisco. Quase tudo foi destruído, a igreja da praça principal desabou durante uma missa, matou muita gente e até hoje a cidade está sendo reconstruída. Muitas ruas estao abertas para reconstruçao das galerias, muitas casas e prédios em obras, enfim, a cidade ainda está em péssimo estado. Por outro lado a culinária da cidade é cheia de opçoes do mar. Comemos muito ceviche, um prato a base de peixe cru curado com limao. Muito saboroso, mas tem que escolher bem os restaurantes, afinal tanto eu como a Laura já passamos por complicaçoes intestinais nessa viagem, e nao temos nem um pouco de saudades.

Publicado por: Rurik

Dunas de Ica

Ica é uma cidade muito interessante, está no meio de um deserto, o Deserto de Ica. A 50km se encontra o Pacífico. A regiao é bastante simples e o maior atrativo sem dúvida sao as enormes dunas de areia fina. O melhor lugar para se hospedar chama-se Huacachina, um oasis a 5min da Ica, com uma lagoa no centro e enormes dunas ao redor. Ficamos num pequeno resort com piscina, bar e restaurante bem animados durante todo o dia e a noite. Tudo por mais ou menos US$17 /dia. Pode-se alugar pranchas em qualquer lugar, e para descer basta ter fôlego para subir as dezenas de dunas ao redor. O passeio de jipe pelas dunas também vale o investimento.






No entanto nem tudo é alegria, Ica também foi o lugar em que nos furtaram uma mochila com o equipamento fotográfico, lanternas, entre outras coisas. O prejuízo foi alto, mais ou menos US$2.000 ao todo, o que nos deixou muito tristes. Por sorte nossos documentos nao estavam nessa mochila. Eu até voltei para a cidade um dia depois para tentar reaver o equipamento, nem que fosse parte dele. Encontrei os lugares em que se vendem coisas roubadas na cidade e pedi para averiguarem meu equipamento. Me disseram que haviam vendido a mochila inteira por US$ 120 a pouco tempo para uma pessoa desconhecida. Bem, sendo assim, o negócio é esquecer o episódio e tocar para frente, afinal a caravana nao pode parar. Entao caso alguém for viajar para o Peru, nunca desgrude da bagagem de mao.




Postado por: Rurik