Começamos baixando o canion sentido a um oásis que existe no vale. É uma estrutura muito legal com piscinas, local para acampar e até quartos. Três horas baixando e dormimos por lá. Nossa intençao inicial era ir até Madrigal que, pelo mapa, parecia nao ser tao longe. No outro dia pela manha perguntamos ao funcionário do oásis quanto tempo levariamos até Madriagal. A reposta foi decepcionante: 2 dias. Nao havia caminho pelo canion teriamos que subir ate uma montanha chamada Bomboya de 5000m para conseguir chegar a Madrigal. Mudança de planos: decidimos ir até San Juan, passando por Tapay, e no outro dia subir novamente para Cabanaconde. Essa é a trilha mais comum da regiao, mas normalmente se faz no sentido contrario. Chegamos em Tapay, um povoado muito antigo e amistoso. Com muitas terraças e atividade agrícola intensa. Para San Juan seriam aprenas 30 minutos e resolvemos dormir em Tapay. Encontramos uma hospedagem familiar, simples, mas suficiente para passarmos a noite. Ao conversar com a familia perguntamos sobre a trilha de Madrigal. Informaçoes daqui e dali e resolvemos retomar a ideia original: ir até Madrigal. Seriam 12 horas caminhando, segundo eles em uma trilha bem marcada e uma paisagem muito bonita. Essa é uma parte mais isolada e nao encontraríamos nenhum povoado até Madrigal.
Saimos bem cedo, 5 da manha, sem saber bem ao certo o que nos esperava. Começamos a subir, subir, nos perdemos um pouco, achamos o caminho e voltamos a subir e subir. Chegamos a bifurcaçao que nos haviam informado e pensamos que a subida estava por terminar. Triste engano, estava apenas começando... Era subida que nao acabava mais. Subimos 2000m e chegamos apenas na metade do caminho, no horário que deveríamos, na verdade, estar chegando em Madrigal. Estavamos a 5000m de altitude e faltava muito pela frente. Sorte que nos preparamos para o pior, tinhamos tudo para acampar, comida e principalmente água. Ufa!! Baixamos o máximo que conseguimos para nos proteger do vento e acampamos no maior frio. Outro dia e ânimo revigorado para terminar a enrascada que haviamos nos metido. Durou pouco, pois log
o descobrimos que estamos novamente no caminho errado. No dia anterior ao baixar para encontrar local para acampar nos desviamos do caminho. Mais subida para tentar achar o caminho novamente e digo que nao é nada fácil caminhar ao 5000m de altitude. Duas horas depois entavamos de volta a trilha e felizes por nao ter mais que subir. Realmente a paisagem deste lugar é espetacular. Caminhamos em nível por uma hora e meia. Vimos muitos passáros, cervos, montanhas e dois condores. Indiscritível. Começamos enfim a descer e podiamos ver ao longe Madrigal e logo abaixo um empresa que parecia uma mineradora. Fomos direto em direçao a empresa. Mais uma vez nos perdemos, mas agora podiamos ver a civilizaçao e seguir uma direçao nem que fosse "quebrando mato". Bom, este epsódio foi tr
iste, pois estavamos exastos e com muita vontade de chegar. Vimos uma trilha abaixo e na tentativa de seguir esta direçao eu tropecei e cai com minha mao em cima de um cactus. Tinham mais ou menos uns 30 espinhos na minha mao e ante-braço, além do proprio cactus dividido em vários pedaços de mais ou menos 10cm cada. Sem comentarios. Meia hora para se recuperar e de volta a longa descida. Finalmente chegamos a empresa mineradora...abandonada!! Encontarmos uns dois porteros que foram muito gentis e conseguimos uma carona para Madrigal com uns "muchachos" que cortavam árvores por lá. Um carro caindo aos pedaços, mas sem perigo pois nao passava dos 40km/h. Conversando com o motorista combinamos dele nos taxiar ate Chivay de onde tentariamos pegar o onibus para Arequipa. Chegamos em Chivay já eram 20:00h. Exauridos, loucos por banho e conforto, e o Rurik começando com uma infecçao intestinal. Nao conseguimos onibus neste dia para Arequipa e ficamos em Chivay. Fomos no outro dia pela manha. E finalmente Arequipa!!!
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